Abri um blog novo. Cansei do peso do termo Mulherzinha. Estarei lá e cá por enquanto. Mesmo lá, penso que não largo cá. Vamos ver como é que a vida vai.
Se acaso me ligares
Sou dessas mulheres
Que perdem celulares, sim...
Dentro da própria bolsa
Não que eu seja sonsa
Só um pouco bagunçadim...
E à noite é o som ligado
No preto do meu carro
E o celular da mesma cor
Na minha bolsa negra
No chão escuro do auto
Não há quem veja e ouça assim
E se quiseres mesmo
Ouvir barbaridades
Sempre à meia luz
Ou me dizer bom dia, amor
A paciência é um dom, tu possuis?
Deixe tocar vinte vezes
Deixe tocar três meses
Até que eu encontre o aparelhim
Pois se eu não achar
Não vou poder retornar
Perdi a conta e não paguei o celular
De manhã, o Doutor Antroposófico me disse que mergulhar de cabeça eu posso, desde que seja em água cristalina e com profundidade suficiente para não dar com a cara no chão. Ao que respondi: é claro, né, doutor... ninguém é louco de mergulhar na parte rasa do rio Tietê.
À tarde, me deparei com esta notícia no uol:
Bombeiros conduzem uma mulher que nadava no Rio Tietê, entre as pontes do Limão e Julio de Mesquita Neto, zona norte de São Paulo. Depois do resgate, ela foi encaminhada para uma Unidade de Saúde
Conclusões:
- Tem sempre um louco pulando de cabeça no Tietê.
- Ainda bem que existem os bombeiros, as unidades de saúde e os médicos antroposóficos.
"As Sete Faces do Dr. Lao" é um filme do qual lembro vagamente, mas que vi e revi um milhão de vezes na Sessão da Tarde e morro de vontade de rever agora, já mais madurinha. Por esta cena do You Tube já dá pra ter uma idéia do motivo pelo qual gostei tanto. Eu, que sou louca pela magia da vida... Descobri também porque sou uma discípula de Pai Mei, do Kill Bill.
Tudo bem, tudo certo, tudo no equilíbrio e na santa paz astral, mas eu sei que, mais cedo ou mais tarde, o coração sente falta do sobe-e-desce. Nesses momentos assim, de vácuo quentinho aquele conforto de não ter ninguém em quem pensar, a segurança e calma que isso me traz - assistir a um filme doce como esse dá aquela vontadinha de correr pra fila de espera de duas horas da montanha-russa-no-escuro e ver no que dá. Mas não tão já. Pelo menos até acabarem os ovos de páscoa e o friozinho aconchegante. Acordar debaixo do cobertor pink, abrir a sacola da Kopenhagen e não ter que dividir com ninguém não tem preço.
Na semana passada, participei de um debate na Revista Nova com um grupo de meninos e meninas sobre a postura da mulherada na hora da balada: estamos passando dos limites? O que é ousado demais, o que pode o que não pode? Alguns dos moços lá eram bem conservadores, outros mais desencanados. Acho que representaram bem a massa masculina.
Foi uma conversa engraçada que deve ter rendido uma matéria bacana, mas isso depende da edição... As fotos de ontem? Tô com muito medo. Não me incomodo com o fato da revista falar bastante sobre sexo. É um assunto inesgotável e delicioso, uma prestação de serviço para a mulher que ainda tem dificuldades em atingir o orgamo, a que é tímida na cama, a que já está entediada e procura variações sobre o tema... A revista só peca ao retratar a mulher como uma desesperada caçadora de homens. São dicas e mais dicas sobre "como agarrar o seu". E isso é um tanto quanto "queima-filme".
E as fotos... ah, as fotos... Cabelo, maquiagem, chapinha, roupas, acessórios, sapatos... Tudo lindo. Foram várias sessões. Numa delas, caras e bocas de indignação com o que os homens supostamente estavam falando ali na nossa frente. Na outra, a que me dá medo, éramos motivadas a fazer poses de "atitude", mostrando nossas "armas" de sedução (aquelas que podem aparecer numa foto - porque inteligência não se retrata assim, né?). No meu caso, as pernas. Ai, que medo. Uma porção de outros cliques, palmas, acabou-se meu dia de top model.